
Mercado Hoje 30-07-2010
Em pleno ápice de temporada de divulgação de resultados corporativos, a maior economia do mundo também anuncia seu balanço trimestral. A apreensão entre os investidores quanto aos números do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano é tanta que leva as bolsas a uma manhã de queda nesta sexta-feira (30).
A economia norte-americana avançou 2,4% no segundo trimestre de 2010, de acordo com a primeira prévia dos dados anualizados, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Departamento de Comércio dos EUA. O avanço da economia no período ficou um pouco abaixo das expectativas do mercado, que sugeriam um aumento de 2,5% na atividade do país. Vale destacar que o indicador no primeiro trimestre apontara elevação de 3,7%, segundo dados revisados. Já o deflator do PIB (Produto Interno Bruto), que mede basicamente o custo de uma cesta de bens na economia norte-americana, registrou um avanço de 1,8%, contrariando as projeções de alta de 1,1% e ficando acima do resultado do primeiro trimestre, de 1,0%.
Na Europa, a agenda trouxe referências desfavoráveis. A inflação no continente mostrou o maior ritmo de aceleração em mais de um ano e meio, atingindo alta de 1,7% em julho, segundo informou a Agência de Estatísticas da União Europeia. O número preocupa, mas veio em linha com o já alertado por analistas. Já a taxa de desemprego manteve-se em 10% em junho na Zona do Euro.
A China tirou do Japão o posto de segunda maior economia do mundo, em resultado de três décadas de forte crescimento. E dependendo de quão rápido o câmbio suba, a China caminha para superar também os Estados Unidos e liderar o ranking global por volta de 2025, de acordo com projeções do Banco Mundial, do Goldman Sachs e de outros economistas. A China chegou perto de superar o Japão em 2009. A China cresceu 11,1 por cento no primeiro semestre de 2010 sobre igual período do ano passado. A expansão do país vem registrando uma média anual de mais de 9,5 por cento desde que adotou reformas de mercado em 1978.
O Ibovespa encerrou a última quinta-feira (29) em leve alta de 0,22%, indo testar a resistência intermediária na casa de 67.000 pontos, arredondando topo com o quarto candle de baixa amplitude consecutivo. Apesar das seguidas sinalizações, o índice parece ignorar quaisquer tentativas de realização, tendo em vista a recuperação do volume negociado e a manutenção do investidor estrangeiro na ponta compradora nos últimos dias.
A mineradora Vale registrou lucro líquido de 6,63 bilhões de reais no segundo trimestre do ano, o melhor resultado desde a crise financeira no terceiro trimestre de 2008 e superior em 344 por cento ao lucro obtido há um ano, de 1,494 bilhão de reais. A produção de pelotas, produto de maior valor agregado, pulou de 4,251 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2009 para 12,6 milhões de toneladas no mesmo trimestre este ano.
A Redecard teve um lucro líquido 9,1% maior no segundo trimestre, a R$ 374,6 milhões, praticamente em linha com o esperado pelo mercado, com aumento na captura de transações com cartões de crédito e débito.
O grupo de telecomunicações Oi anunciou nesta quinta-feira lucro líquido de R$ 444 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 146 milhões um ano antes. A empresa, que na véspera anunciou acordo para uma aliança com a Portugal Telecom que prevê posições acionárias cruzadas, teve receita líquida consolidada de R$ 7,394 bilhões no trimestre encerrado em junho, alta de 1,3% na comparação anual.
A TIM está à procura de um sócio brasileiro para se fortalecer frente aos gigantes que estão se formando no mercado brasileiro e se livrar do problema da participação cruzada da Telefônica na Vivo e na Telecom Italia, que controla a TIM no Brasil. O anúncio da compra do controle total da Vivo pelo grupo espanhol só ocorreu há dois dias, mas, prevendo que esse imbróglio teria de ser resolvido a qualquer momento, executivos italianos procuraram o governo há cerca de seis meses, dizendo que estavam à procura de um sócio brasileiro. Uma das estratégias da Telecom Italia para manter suas operações no Brasil, segundo essa fonte, é recuperar a posição perdida na holding italiana em abril de 2007, quando a Telefônica adquiriu 46,18% da Telco que, por sua vez, controla 24,5% da Telecom Italia. Sem um investidor brasileiro no radar que pudesse capitalizar e tornar-se sócio da TIM, uma das opções seria a entrada da francesa Vivendi, que adquiriu no fim do ano passado a GVT. Desta forma, o novo grupo que se formaria poderia ofertar no Brasil pacotes convergentes de telefonia fixa, móvel, banda larga e TV por assinatura, competindo, assim, com Oi, Telefônica e o grupo Net/Embratel/Claro.
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